sábado, abril 01, 2006

Naufrágio



Minha estante abarrotada de livros e meu coração vazio de esperança. Quanto tempo até o Sol levantar? Quanto tempo esperando? Quanto tempo faz?

As mãos atadas ao redor do meu pescoço dizem tudo o que não consigo falar. O corpo diz. Os olhos brilhando de contentamento, de volúpia e desejo. Os olhos brilhando com a luz refletida nas lágrimas.

Salgadas.

Nem berço, nem sonho e nem lacuna: o que eu quero é dizer todas as coisas estranhas que sinto por você.

Por você estou ouvindo Debussy.

Deixo estar. Respeito a sua liberdade de partir sem me fazer um mapa. Vai, mas não toda; fica a lembrança e a dignidade dos meus sentimentos.

Meu castelo de areia corroído com as ondas, como dói. Ainda assim, esta dor eu desejei. E foi você em cada gesto, fui eu em valentes beijos. Fomos nós que a onda batendo acaba por derrubar.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Nossa, qe danada ela, heim? Nem mapa, nem uma referênciazinha, um bilhete?
Lindo.

6:51 PM  

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