quarta-feira, abril 05, 2006

Som de Bolero


É sobre-humano amar
'cê sabe muito bem
É sobre-humano amar, sentir,
Doer, gozar
Ser feliz
Vê quem sou eu quem te diz
Não fique triste assim
É soberano e está em ti querer até

Muito mais

Mais Simples
Wisnik


Dança doida, arrebentando madrugada e zunindo em ar. Você e eu, nada mais. Assim, mais calmo, com sua mão, conduzo, pé ante pé.

São dois pra lá, dois pra cá.

Um beijo e os dedos tocam suave o pescoço. Cintila. Desejo.

Eu.

A noite é curta em tantas vergonhas, com os amantes de aço, travando batalhas e rompendo as fronteiras das intimidades. Dois perdidos em sintonia.

Você.

Foi a dança, fomos nós. Ao som do bolero que insistia em se dissipar, distante, como música barata em tarde de Domingo. Fomos nós de mãos dadas em alguma direção.

Imaginação.

Não estou mais ao seu lado, nem na dança, nem na luta. Sozinha, você chora? E quando escapa luz pelo vão da porta, eu penso que é você?

Velha sinfonia.

Nova dança que fazemos em silêncio, como gente em catedral. E em seus pés de moça, macios tal qual veludo, corre em veias abertas do meu coração. Pisa.

Vence.

Anda luz na madrugada. Sinto o gosto da paixão. Em suas pegadas, macias e fundas, não vejo nada, mas ouço tudo.

Mudo.

1 Comments:

Blogger Unknow said...

Que pena que tenha parado de cometer excessos, ao menos por aqui...

11:46 AM  

Postar um comentário

<< Home